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Francinne Amarante
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A Rainha de Copas e o seu Espelho Mágico
“Espelho Mágico, Espelho Meu, Uma mera questão Que agora Me ocorreu...” “Oh, não, Rainha de Copas, Não me perguntes quem És, Porque me dá calafrios Até nas minhas remotas Ancestralidades Vividas em grãos de finas Areias de mares, marés e rios...” “Espelho Meu, muito cuidado”, Senão irás virar, milhares De mágicos espelhos, Absolutamente fragmentados! Para quê querer Eu vou Saber quem Sou? E Eu lá Sou louca, De ter por Mim tal desamor? Hoje que o que Me inquieta, É uma questão tola, Quase até ... [ler mais]
Félis
Fere-lume que vaga Olha Aberta a Marte A fenda arde Molha Flor-de-mel que escorre Saliva dentro e fora Provoca Azul, flor-de-fogo Negra, flor-de-graxa Vermelha, flor-de-veludo Tudo Solta na noite, rosada Faz-me flã! Pede Lambe a calda! Manda Flor-de-maio em seda Flor-de-musa, canto Flor-de-ciúme, no ar Flor-de-amor, amaranto A flor-da-pele, amando Flor-de-pau, fogo santo Flor por fulô, pecando Deflora-me! Fome que há Flor-de-lis Fina flor, aroma A amarantacear Francinne Amarante [ler mais]
Gato-preto
Preciso de um giro Girar pro Sol Gingado e gongo Gotejar Gnose e gloxínia Preciso do seu grifo e gemido Juro que preciso! Preciso de você! Imaturo imigrante sem juízo Te quero insone, insano e inteiro Deitado em meu telhado de vidro Francinne Amarante [ler mais]
Asas
liberdade cobiçada que era, quem dera fosse não teria ido, não teria sido complicada por medo atormentaste minha`lma por tudo ou por nada? guardaste o amor em segredo agora, jaz o giz sob o quadro negro Francinne Amarante [ler mais]
De Lua
De Lua Quantas estrelas brilharão para eu contar? Quantos vaga-lumes se aproximarão para conversar? Quanto silêncio será necessário para me calar? A noite é linda! Mas é fato que finda Minha alma insone ainda brinda E logo virá o dia... Será preciso acordar. Nada que me impeça de escrever De sonhar, de plantar e aguar. Francinne Amarante [ler mais]
Loucura secreta
Se fui libertina Desatenta, louca, perdida Foi por paixão, assumo. A lascívia invadia-me até na escrita Fêmea e felina, feminina. Cria da placenta minha Ecofonia a tilintar febril elegia Ao ócio obsceno, rendia-me. Rosa deflorada, declarada. Veludo vermelho Mamilos acesos Suco meu no teu corpo Boca de seda Atenta ao gosto da saliva Viciada, viciava, e vicia. Sim, fui libertina. Agora lembro-me bem Nunca fui tão feliz. Francinne Amarante [ler mais]
Canção
"No faz de conta Canto seus desejos Solfejas meus devaneios Acertamos o tom Saciedade e som" Francinne Amarante [ler mais]
retalhos e poemas
no aro da faida... o afeto é manso não se cobra não se joga se foi é fora entender o fim é necessário seguir adiante, ir... nada é nada de nada tudo é aprendizado nossa dança é constante! dos retalhos: e foi.. mundo afora, de mim perdeu a hora passou o som mal passado.. errou o tom troquei o passo! pensa que dançar é fácil? lembra o que foi gravado.. e no arco do meu abraço não entras mais. descompassado!..hum.. Francinne Amarante [ler mais] tão florescer o amor flor e ser assim cor francinne amarante [ler mais]
Feito Flor
pés descalços em dança na caatinga paulistana pisaram em meu coração queimou, moeu, virou cinza o fogo quase me apagou mudo dentro de minha muda fugi pro cerrado reduto do meu serTão alado bem acostumado a inteireza sem medo da beleza nascia já feita flor [ler mais]
Canção de maio
Canção de maio Para um novo amor de um velho amigo Seja mais feliz hoje A plenitude de ontem foi tão boa. Francinne Amarante [ler mais]
livro
contar aquela história que abrigo no peito e levo embora sim! respiro a estrada encontro a saída quando rota, me esqueço me perco se há despedida ouço um “ainda é cedo!” saudade arde grava seu nome no dorso do livro sustenta meu peso Francinne Amarante [ler mais] |
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