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Textos mais votados / prosa
SONHOS DE PAPEL

SONHOS DE PAPEL (Rita Costa & André L. Soares – 18.05.07 – R. Janeiro/RJ – Guarapari/ES) . Avelino caminha apressado em direção ao ponto, após outro dia de trabalho. Estava quase no horário do ônibus que o conduzia – todo dia, ida e volta – até em casa. Morava distante do centro. Cerca de hora e meia. Dera sorte... servente de limpeza há quase um ano, na empresa de telefonia. Antes, dependia de biscates que lhe arrumassem... e mal dava pra fazer feira. Ponto cheio... bom sinal. A condução ain... [ler mais]

Tags: prosa
"Sexta"

     “Sexta”                                                                          Por Marco Antônio de Araújo Bueno                           Sexta-feira, manhã nublada, era um daqueles dias em que ela mal acordava e, antes mesmo do café solúvel, deixava-se dissolver pelas poucas páginas do jornal do bairro. Sem pressa, sem ânimo, sem prioridades; entre a letargia e um leve impulso masoquista. Pulava o editorial e as primeiras matérias pagas com fotos de gente familiar ao seu cotidiano. D... [ler mais]

"Caso Isolado"

Quando arranjou uma moça, na cabeça, foi ter com ela e depois com o corpo dela. Ocuparam-se em mapear um mundo neles. Do impulso ao roteiro e, deste, à rotina até o dia em que perdeu a cabeça e ela o corpo. Uma fatalidade... [ler mais]

Júlio (Pescador de Sonhos)

Julio era o mais engraçado. Vivia rindo e fazendo rir. Achou engraçado quando a casa de sua mãe foi invadida pelas águas da imensa maré alta  que surgiu de repente numa noite de lua cheia. Os móveis assim como seus brinquedos de madeira ficaram encharcados e quase Perdidos. A casa de pau a pique foi novamente reformada e colocada mais para cima do barranco. Seus brinquedos adotados pelos vizinhos se transformaram em novos heróis e sobreviveram. Era alegre a despeito da miséria e da falta de s... [ler mais]

Tags: prosa
Reminiscencias de verão - título alternativo: Febre em noite clara

Noite clara e quente. A lua, em sua face mais brilhante, se enchia luminosa. Os barulhos silenciosos preenchiam a madrugada. Um ou outro som de motor, do solitário veículo e seu motorista, que rodavam na noite em busca de consolo para sua alma angustiada. Era verão e como de hábito, todos escapavam para se refugiar junto ao mar, no litoral. A cidade era dos errantes, dos solitários, dos melancólicos, dos perdidos, dos desprovidos. Mas também era o momento de aproveitá-la na sua plenitude. Rol... [ler mais]

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