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Textos mais votados / poema
EQUILÍBRIO

EQUILÍBRIO (André L. Soares – 08.05.05 – V. Velha/ES) . Nem tudo é alegria, como nos contos de Lobato. Nem é só pessimismo, tal afirmara Nietzsche. Nem tudo é igual, como no sonho de Luther King. Nem é só diferença, quanto supusera Hitler. Nem tudo é fartura, como na utopia de Morus. Nem é só carência, tal previa Malthus. Nem tudo é libido, como na ciência de Freud. Nem é tão político, quanto queria Brecht. Nem tudo é esperança, como na coluna Prestes. Nem é só autoritarismo, tal ordenara Var... [ler mais]

O Velho

Vou rompendo vida em frente Enquanto rompe-me o rubor do tempo Vai vertendo a água infinita Em doses invisíveis vagarosas...   Mergulho fundo em fundo pranto Quando me ardem as juntas causticadas A visão que falha ofende a alma Acorrentada nas fraquezas da idade   Odeio em progressão aritmética o espelho E me apego em aritmética, literatura e ciência, Enquanto perco a consciência do passado e do presente   Já não sei se amanhã acordo E tampouco os motivos pelos quais escrevo... [ler mais]

LÁGRIMAS DE AREIA

  LÁGRIMAS DE AREIA De: Agamenon Troyan Lá estava ela, triste e taciturna Testemunha de efêmeros conflitos Com um olhar perdido no tempo, Não exigia nada em troca A não ser um pouco de atenção. Sentia-se solitária; oca. Os homens admiravam-na Pelos os seus contornos As crianças, em sua eterna plenitude, Admiravam-na muito mais além... ... Mais humana! Dessa profunda melancolia Lágrimas surgiram. Elas não molhavam o seu rosto Mas secavam o seu coração, O poço da sua alma, Aumentando cada vez m... [ler mais]

SEM METÁFORAS

SEM METÁFORAS (André L. Soares – 16.10.05 – V. Velha/ES) . A gente pode prosseguir blefando – ou não – Que o mal será curado com falsa democracia Que eleição e referendo são remédios eficazes Que Deus é brasileiro e essa nação tem bom futuro E que a moral religiosa aponta mesmo uma saída...   A gente pode continuar mentindo – ou não – Que a corrupção se estancará pela via do Direito Que bem distribuir renda se faz com negociação Que não derramar sangue torna todos mais felizes E que se faz re... [ler mais]

Paredes

Paredes, garoto simpático e atencioso, mas tão covarde quanto um filhote solto na estrada em Dia de Finados. Tinha um medo doentio de morrer! Tinha um medo assustador de se arrepender! Tinha medo de qualquer animal e medo de se dar mal. Tinha medo do muito escuro e do muito claro. Tinha medo do lado de fora e do lado de dentro. Tinha medo de poetisas e de obras de arte renascentistas. Paredes, virgem Paredes, tinha medo de mulher mas também o tinha de homens. Tinha medo de se apaixonar e não ... [ler mais]

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