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| Textos mais votados / liberdade |
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Naquela pequena cidade sem asfalto rua e estrada confundiam-se, enquanto nossos pés sujos de poeira alegravam-se por não terem outras opções. E tudo era rua, tudo era estrada, não havia calçada... e nem pressa de chegar. Mais adiante, uma carroça, e nosso olhar acompanhava sem nenhum temor o trote do animal que ao nosso lado passava. E prosseguíamos pela mesma rua-estrada, como se fossemos seus donos, sem, de fato, sermos donos de nada. Talvez apenas, de uma liberdade fantástica. Que mais a... [ler mais]
Mareluz
em 07/06/2009
Não quero o digerível semi-pronto ou o pronto em três minutos. Quero o orgânico preparado com tempo e temperinhos sem aditivos fast-food mercadolizador e conservador. Não gosto de conservas. Quero o ato e o manifesto juntos como irmãos camaradas. Quero a liberdade cultural em feiras livres a cada esquina Prefiro o sujinho natural ao esterelizado plural. Não quero pão, quero salada com mistura de grãos. Não quero circo, odeio palhaços, quero a diversão das palavras conscientes Quero o bolo, o ... [ler mais]
Andreza Tibana
em 07/11/2007
As pessoas gostam de repetir que “existe uma saída”. Eu nem sei como entrei, e “existe uma saída”! Vago pelos corredores, mas as portas – quando não estão fechadas – apenas levam para outros corredores. Quando dou por mim, voltei à mesma sala que sempre ocupei, com a mesma vista de todos os dias. Sempre olhando pra fora e sempre imaginando se realmente existe tal saída... Um dia me aventurei, e pensei que a tivesse encontrado. Conheci arvores e lagos, e até pesquei um pouco pelos pastos, ma... [ler mais]
Nano Souza
em 26/07/2007
Ele era um velho do contra. Se recusava a tomar os remédios na hora certa, quando não deixava de tomá-los por completo. Fumava escondido no banheiro e nem se precupava em borrifar perfume para disfarçar. Mandava embora todas as enfermeiras que eu contratava para ele. Quando eu tentava conversar com ele, dizer que ele estava sendo difícil, ele começava a cantar e não me ouvia. Meu pai parecia uma criança mal educada, pouco antes de morrer. Quando eu era menino pequeno, ele me batia quando o ... [ler mais]
Daniel Duende
em 25/07/2007
Dia 1 — Cadela! Puta! Animal — Gregor gritava enquanto chutava a barriga, os seios e o rosto de Janis Anis, caída no chão tentando se encolher em posição fetal. Sua voz chegava entrecortada como um cd arranhado aos ouvidos dela. — Escutaqui, sua puta da deusa —Gregor parou o espancamento que seguia há minutos ininterruptos e exausto se apoiou na parede — Ou você entrega o objeto ou eu te entrego para profissionais nisso. Janis cuspiu alguns pedaços de dentes e língua em meio ao sangue e resmu... [ler mais]
Cochise césar
em 29/01/2009
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