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Acorde que não mais és semente Germinou e cresceu, e foi tanto Que imundas toneladas sovou No aberto da Terra: o ventre Acode, que pouco mais, e vai-se a era Salva essa velha genetriz de vidas Que gerou carbonos para teus carbonos Humanos - esses sim - verdadeiras feras Acoite tuas raízes - sãs de carne Quem arde agora é lenha, é mato Era que vem é a tua vez O fogo há de lamber-te o tato Acoste em um canto, se for tolo e forte Cruzar os braços é tão mais duro Mas há quem prefira a derro... [ler mais]
Flávio Silva Machado
em 04/07/2007
A noite cai silenciosa, fria, crua e enlutada. Carolina na estrada, segue desatenta e penumbrada... Alguem sequer a seguiu, alias, nao ha ninguem que a queira seguir. Ela partiu de la esperando que uma sombra de desespero a seguisse e a impedisse de partir dali, assim, desfalecida dentro da certeza perdida, de que ele a entenderia. Nao a entendeu, e nao a viu na sua deslumbrada atitude em quere-lo para alem de carnes em gozos noturnos... diurnos... Mas ela talvez quisesse o incompreensivel, e... [ler mais]
Anna Lee
em 20/07/2007
Vou rompendo vida em frente Enquanto rompe-me o rubor do tempo Vai vertendo a água infinita Em doses invisíveis vagarosas... Mergulho fundo em fundo pranto Quando me ardem as juntas causticadas A visão que falha ofende a alma Acorrentada nas fraquezas da idade Odeio em progressão aritmética o espelho E me apego em aritmética, literatura e ciência, Enquanto perco a consciência do passado e do presente Já não sei se amanhã acordo E tampouco os motivos pelos quais escrevo... [ler mais]
Flávio Silva Machado
em 04/07/2007
Há trinta e dois segundos Neste espelho me vejo E, em um espasmo de lampejo Desatino a perguntar De onde são oriundos Estes reflexos imprecisos? Estes finos tecidos? Estas cores de âmbar? Sorrio ao meu reflexo Um sorriso indeciso E quem tem teria tido Este mesmo pensar? Mas, no fundo, há um complexo Afinal, quem é real? E percebo o horrendo nexo Deste mundo trivial. [ler mais]
Jéssica Reis Mallach
em 17/06/2007
A criatividade! Algo muito interessante e que nos faz viajar para os mais diversos lugares. Idéias que nos transformam em seres diferentes, e que nos fazem enxergar o mundo de uma maneira que ninguém enxerga. A sensação de liberdade, a vontade de brincar, de rabiscar, pintar, gritar, de desenhar palavras, escrever imagens. Criatividade não é só criar. É fazer acontecer. E é por isso que devemos ser irreverentes. Criar sentimentos, despertar emoções, boas, ruins, estranhas talvez. O que seria ... [ler mais]
Bruno Delfino
em 03/06/2007
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