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nesta madrugada duas ou três palavras foram encontradas mortas sob o papel em branco perdoem o poeta, foi passional [ler mais]
Vinícius Trindade
em 02/06/2007
PREGUIÇA É tão tarde; e tão cedo Tarde demais para dar início Cedo demais para dispensar o medo (Que me aflige nesta cama, neste vício). GULA Estes versos famintos de palavras Escrituras digerindo sentimentos Todos os eus, que habitam; são detentos (De prosas cáusticas, respingadas de lava). LUXÚRIA Unhas mal pintadas de carmim Becos imundos, submundo da sorte Roxo é o prelúdio da morte (Que habita a pele, que se abriga em mim). COBIÇA ... [ler mais]
Jéssica Reis Mallach
em 10/06/2007
Começar de novo é sempre muito bom e, nada melhor que uma virada de ano para nos encher de boas intenções, de planos envoltos em fantasias, novos sonhos e de uma certeza absoluta de que tudo vai mudar.Assim somos nós, mensageiros da esperança eterna e eternos aprendizes da vida. Nesta busca de emoção, por muito tempo alimentei uma fantasia de passar um Reveillon em Paris, afinal já havia vivenciado a chegada do ano novo não apenas em nossa querida Montes Claros, como também em várias capitais... [ler mais]
Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira
em 02/04/2010
E certa vez eu tive meu primeiro beijo com uma garota ou deveria dizer que ela certa vez teve o primeiro beijo comigo. Foi quando estávamos em quatro garotas, sentadas uma ao lado da outra, no condomínio onde ela morava. A ordem era Simone, ela, Carla e eu. Ela tinha 13 e eu 15. E no meio de uma conversa entre as quatro, ela me chama pra contar qualquer coisa no ouvido. Carla jogou o corpo para frente para que ela e eu pudéssemos nos aproximar. E ela me disse “eu vou beijar você” e recuou len... [ler mais]
caju
em 07/08/2007
Este brilho que denigre e me atormenta Traz luz ao âmago prisioneiro E resseca minhas veias; forte e lenta Como o crepúsculo inacabável de janeiro. Como pode esvair toda inspiração E desvairar os gestos Sente a exumação; teus restos. Seca e pó, o espírito são. Qual chama vil e danosa Ofusca; quão noite frágil e leprosa Queima meus poros, sufoca minha existência Arde tudo que corre e canta Suprime meu ego, sem zelo espanta Todos ínfimos desejos de vã clemência. [ler mais]
Jéssica Reis Mallach
em 02/06/2007
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