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Textos mais votados
aos maus poetas bêbados (porque aos sóbrios já basta a realidade)

nesta madrugada duas ou três palavras foram encontradas mortas sob o papel em branco perdoem o poeta, foi passional [ler mais]

Pecados em versos, Capitais de Mim

PREGUIÇA     É tão tarde; e tão cedo     Tarde demais para dar início     Cedo demais para dispensar o medo     (Que me aflige nesta cama, neste vício).   GULA     Estes versos famintos de palavras     Escrituras digerindo sentimentos     Todos os eus, que habitam; são detentos     (De prosas cáusticas, respingadas de lava).   LUXÚRIA       Unhas mal pintadas de carmim     Becos imundos, submundo da sorte     Roxo é o prelúdio da morte     (Que habita a pele, que se abriga em mim).   COBIÇA  ... [ler mais]

SONHOS DE ANO NOVO – UMA AVENTURA EM PARIS

Começar de novo é sempre muito bom e, nada melhor que uma virada de ano para nos encher de boas intenções, de planos envoltos em fantasias, novos sonhos e de uma certeza absoluta de que tudo vai mudar.Assim somos nós, mensageiros da esperança eterna e eternos aprendizes da vida. Nesta busca de emoção, por muito tempo alimentei uma fantasia de passar um Reveillon em Paris, afinal já havia vivenciado a chegada do ano novo não apenas em nossa querida Montes Claros, como também em várias capitais... [ler mais]

certa vez eu tive uma garota ou deveria dizer que ela certa vez me teve

E certa vez eu tive meu primeiro beijo com uma garota ou deveria dizer que ela certa vez teve o primeiro beijo comigo. Foi quando estávamos em quatro garotas, sentadas uma ao lado da outra, no condomínio onde ela morava. A ordem era Simone, ela, Carla e eu. Ela tinha 13 e eu 15. E no meio de uma conversa entre as quatro, ela me chama pra contar qualquer coisa no ouvido. Carla jogou o corpo para frente para que ela e eu pudéssemos nos aproximar. E ela me disse “eu vou beijar você” e recuou len... [ler mais]

Fogo

Este brilho que denigre e me atormenta Traz luz ao âmago prisioneiro E resseca minhas veias; forte e lenta Como o crepúsculo inacabável de janeiro.   Como pode esvair toda inspiração E desvairar os gestos Sente a exumação; teus restos. Seca e pó, o espírito são.   Qual chama vil e danosa Ofusca; quão noite frágil e leprosa Queima meus poros, sufoca minha existência   Arde tudo que corre e canta Suprime meu ego, sem zelo espanta Todos ínfimos desejos de vã clemência.  [ler mais]

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